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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O VIRA - LATA .Poesia de Carlos Menino-Beija-Flor



O VIRA-LATA
Vira-lata sem dono
sua sina é o abandono.
Prefere a madrugada ao sono,
mas é feliz.
Dono do próprio nariz.
Não se assusta com mais uma esquina
nem com caravanas jogando poeira,
apenas vive à sua maneira
roendo o osso duro que é viver,
só precisa fugir da carrocinha
que jamais vai entender.
Dorme na rua, uiva para a lua
nem sabe por que razão.
Não se importe, vira-lata
quem lhe chama de vagabundo
não conhece o que é o mundo
ou talvez não tenha coração.
Quem lhe chama de bandido
e joga pedras em sua ferida
talvez nunca tenha sofrido
nunca soube o que é a vida.
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