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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O CIRURGIÃO CLANDESTINO - Reflexão


Hamilton Naki,um negro sul-africano de 78 anos morreu em 2005.A notícia não apareceu nos jornais,porém,sua história é uma das mais extraordinárias do século XX. Naki era um grande cirurgião.
Foi ele quem retirou do corpo da doadora o coração que foi trasplantado em Louis Washkanky em 1967 na cidade do Cabo na primeira operação de transplante cardíaco realizada com êxito.
Um trabalho muito delicado,O coração doado teria que ser retirado e preservado com o máximo cuidado.
Naki era o segundo homem mais importante na equipe que fez o primeiro transplante cardíaco da história.
Porem,ele não podia aparecer porque era negro um negro num país do apartheid.( uma política  de segregação racial onde os negros eram obrigados a viverem separados dos brancos e não eram tratados como cidadãos africanos.
O cirurgião chefe do grupo,o branco Christiaan Barnard se transformou em uma celebridade instantânea.

Porém, Hamilton Naki não podia sair nas fotografias da equipe.Quando apareceu por um descuido,o hospital informou que ele era apenas um empregado do serviço de limpeza.

Naki usava bata e máscara,mas jamais estudou medicina ou cirurgia.Havia abandonado a escola aos 14 anos.Era jardineiro na Escola de Medicina da Cidade do Cabo.
Começou limpando as jaulas,porém era curioso e aprendia depressa. Aprendeu a técnica cirúrgica, vendo os médicos brancos que faziam transplantes
em cachorros e porcos.
Tornou-se um cirurgião tão excepcional.que o Dr. Barnard o requisitou para a sua equipe.
Era um problemas para as leis sul-africanas.
Naki era negro e por isso não podia operar pacientes ou tocar sangue de brancos.
Porem,o hospital o considerava tão valioso que fez uma exceção e o transformou em um cirurgião...
clandestino.
Ele não se importava com isso e seguia estudando e dando o melhor de si,apesar de toada a discriminação.
Ele era o melhor.Dava aula aos estudantes brancos,porém ganhava salário de técnico de laboratório,o máximo que o hospital podia pagar a um negro.
Vivia em uma barraca sem luz elétrica,sem água corrente em um güeto da periferia,como todos os negros.
Hamilton Naki ensinou cirurgia durante 40 anos e se retirou com uma pensão de jardineiro de 275 dólares por mês.
Quando o apartheid terminou,concederam-lhe uma condecoração e o título de médico honoris causa.
Nunca reclamou das injustiças que sofreu ao longo de sua vida.
Apesar da clandestinidade e discriminação,jamais deixou de dar o melhor de si em sua paixão para ajudar a viver.
O valor de um homem não é medido pela sua cor,por suas roupas ou pelos bens que possui.
O valor de um homem está no seu caráter e na nobreza dos seus ideais.




Que a humanidade saiba reconhecer a grandeza desse médico e o excepcional ser humano.
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